Piracema proíbe pesca até mesmo com vara de mão
A pesca está terminante proibida, nem com a chamada vara de mão ou outro meio de pesca é possível pegar peixes. A piracema é a subida dos peixes até as cabeceiras dos rios para realizarem a desova, e assim, se reproduzirem.Todos os anos, de outubro a maio, algumas espécies de pescado fazem esse longo percurso, vencendo os obstáculos naturais, como as corredeiras e cachoeiras, no intuito de perpetuar suas espécies.Eles têm de vencer também a pesca predatória, feita clandestinamente com armadilhas, redes, tarrafas, puçás, e outros artifícios por pescadores e outras pessoas sem a devida preocupação com o futuro dos peixes nas águas regionais.A região de Ribeirão Preto possui muitos rios considerados piscosos. Por mais que a fiscalização fique em cima dos pescadores, sempre tem um desavisado que insiste em ‘molhar a minhoca’ em lugar que está terminantemente proibido a pesca. É o caso do rio Pardo, da Barranca do Limoeiro, de Colômbia, ainda no Estado de São Paulo, quando ele, se encontra com o Rio Grande.PrevençãoA prevenção é baseada na fiscalização e exige uma ação direta dos profissionais do Ibama na apreensão de redes com a malha fora do padrão exigido, apreensão de pescado com tamanho menor do que o permitido, traslado de espécies de várzeas em processo de secagem para lugares de maior volume de água, destruição de piras, camas de peixe e outros meios ilegais de pesca.Palestras e campanhas educativas, também são imprescindíveis, bem, como, a concessão de ajuda financeira para os pescadores profissionais cadastrados no Ibama para garantir o sustento das famílias no período de proibição.Segundo Eliana Veloci, chefe do escritório regional do Ibama, em Ribeirão Preto, ”a piracema está indo muito bem. Fizemos algumas operações no rio Mogi com o auxílio da Polícia Ambiental, mas demos uma parada, por ela estar controlada. O único problema está na região de Santa Rosa do Viterbo, em função da proibição da pesca até com varas de mão, pescadores reclamam muito sobre o tolhimento do lazer deles”, relata a chefe do Ibama.Eliana diz que as reclamações vão sempre existir, mas a função do Ibama é proibir e controlar a piracema, principalmente na região da Usina da Pedra, onde aconteceu um grave acidente em 2003, onde foi morta grande quantidade de peixes, cerca de 27 espécies.“Pesquisas estão sendo feitas com o objetivo de detectar até onde o acidente atrapalhou”, comentou ela.Por enquanto, a pesca está proibida, mesmo aquelas consideradas como lazer e sustento. O problema maior é que a pesca predatória, mesmo com o controle do Ibama, em alguns lugares da região ainda acontece. Comprometendo o futuro dos rios e ameaçando de extinção diversas espécies.
texto extraído do site:
http://www.ibama.gov.br/sp/index.php?id_menu=219 do dia 17/06/2008